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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

JORNALISMO É TALENTO, IDEALISMO E DEMOCRACIA COM OU SEM DIPLOMA.



Se existe uma classe que realmente lutou pela democracia e não pelo poder foi a classe jornalística, que sofreu atrocidades e censura, mas nunca se calou diante dos seus algozes. Existem outras classes que disseram lutar pela democracia; entretanto, depois que assumiram o poder se impõem como autênticos ditadores. Mas, esta mesma luta continua enquanto os detentores dos resquícios da ditadura ainda quiserem imperar em um país democrático como o Brasil.
Jornalismo de talento é o retrato fiel da democracia e é sabido que os jornalistas de mais talentos no país não têm diplomação em jornalismo, são os sobreviventes que apóiam a luta justa para o jornalismo realmente livre e competente, isto não subentende que o diplomado não tenha competência.
Jornalismo é um trabalho social, humanitário e de idealismo que irá contribuir para a sociedade, visto que um idealista produz contribuição social para a humanidade. A questão financeira é apenas uma conseqüência de reconhecimento natural, quando o jornalista faz um trabalho sério e não de ridicularização da pessoa, mas também de valorização do individuo. Quanto a visão financeira e empregatícia em primeiro plano, nada contribui para a sociedade apenas para o próprio individuo.
Quanto mais se elitizar o jornalismo, mais se distancia do idealismo democrático e da verdadeira liberdade da expressão, acima de tudo do grande talento jornalístico, que não precisa ser visto ou se ter oportunidade na mídia já elitizada, ele simplesmente aparece e é visto pela sua ousadia e verdade natural, e não é elaborada num banco de faculdade que frustra os ideais do acadêmico, fazendo com que apenas se comercialize o conhecimento adquirido, e não garante o talento e a arte de escrever. Quanto ao escrever é necessária uma visão humanista, social, crítica e com discernimento que só uma experiência de vida, análise do mundo e intelectualidade natural, sem influencia externa, o que nenhuma cadeira acadêmica pode oferecer. Infelizmente em todos os cursos universitários têm comercializado a formação obrigando ao futuro profissional a ter ideais apenas financeiros e de status, quando não se prepara apenas para fazer um concurso público, furtando assim o idealismo democrático de dar transparência e verdade no jornalismo, que não anda de acordo com a vontade do sistema, e sim, na contramão da mentira.
De outra sorte exigir diplomação é retroagir aos tempos da ditadura – sendo agora moderna -, coibindo a coragem, transparência, verdade e esclarecimento à população; isto sabe apenas quem sobreviveu à censura da ditadura.
Não existe curso de idealista e compromisso social, isto está na índole. Quanto à competitividade desleal alegada, ela não existe. A competitividade de mercado será disputada sempre entre talentos, quem tem talento aparece se impõe no mercado fazendo a diferença e contribuindo socialmente para sua geração, quem não tem desaparece, não permanece e não faz diferença na sociedade, isto com ou sem diploma.
A criação da ABJ (Associação Brasileira de Jornalismo) tem o objetivo justo que é associar com diploma ou sem, e fornecer aos associados suporte para fazer também desabrochar talentos e os idealistas que tanto o Brasil necessita, de cidadãos compromissados com a liberdade imprensa. Se todos entenderem a proposta, com certeza teremos um Brasil mais justo. Porque jornalismo é uma obra social, levar conhecimento, informação fiel e independente sem a preocupação preconceituosa.
É importante ressaltar ainda que, a ABJ não irá associar qualquer pessoa que diz jornalista como se protagonizam pelas falácias, e sim o jornalista de fato que tem em sua natureza a arte não apenas de escrever, mas de ver o mundo e saber expressar jornalisticamente a verdade sem influência contrária. Cada qual com sua visão diferenciada, sem a necessidade de repetir notícias de uma mesma agência de informações monopolizada com as mesmices que tornam o jornalismo sem graça e sem interesse pelo povo, que é justamente o antagonismo do objetivo do jornalismo que é contribuir socialmente e despertar interesse da população.
O mais importante agora é que o fato está consumado, a liberdade de expressão está ganhando seu corpo e não há mais como retroagir um processo natural e evolutivo de um país democrático inserido em um mundo sem fronteiras.

Raphael Souza é jornalista, editor da Revista A Voz do Brasileiro e vice-diretor da ABJ (Associação Brasileira de Jornalismo).

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

COMUNISMO EM FOCO


COMUNISMO EM FOCO

Com a democracia atual permeada de revanchismo, indução de práticas libertinas, total descrédito nos lideres políticos, na religião e com a promoção do vandalismo patrocinado pelo governo, percebe-se que existe uma tentativa de se desenvolver uma nova ordem política. As medidas provisórias do governo são intervencionistas e arbitrárias, mostram o clima de anarquia que reina no País e o total desrespeito aos direitos do cidadão. E o que mais deseja o governo, é um povo sem ação, desprovido de entendimento político, de discernimento e que aceita sem nenhuma ação volitiva reacionária ao mal que vem sendo feito a toda uma população que, infelizmente, continua acreditando nos políticos sofistas. O povo nada questiona. Assiste a tudo calado. E, dessa forma, é enganado por discursos falaciosos. Não consegue vê o antagonismo entre o que os políticos dizem e o que realmente fazem. Esses enganadores aproveitam-se da desinformação da população, preocupada com sua sobrevivência; apenas com o “di cumê” e assim vão criando, sob uma “pseudo” roupagem socialista, um Brasil comunista, um Brasil ateu, sem recato e sem respeito pelo cidadão. E o povo sem percepção da realidade, torna-se totalmente refém do Estado. Dependente para comer, morar, estudar. Enfim, todas as suas necessidades básicas dependem do Estado. Quase como se fosse um favor, como se fosse uma graça ao invés de um direito humano universal. Pouco a pouco, o povo vai sendo submetido à escravidão comunista. Os países do leste europeu já passaram por essa lavagem cerebral. Foram anos de isolamento e penúria. Anos de violência e atraso. O Brasil precisa acordar. Não temos mais idade para acreditar na “fadinha do dente”.

Raphael Souza é jornalista da Revista A Voz do Brasileiro.

GOVERNO MANDRAKE


GOVERNO MANDRAKE
Quem não conhece o personagem Mandrake da estória em quadrinhos?
Para quem não sabe, Mandrake é um mágico. Como todo mundo está cansado de saber, mágica é ilusão. Logo, toda magia é elaborada tecnicamente para iludir pessoas. Algumas mágicas são incríveis, com efeitos espetaculares de ilusionismo. Mas o maior truque do mágico é tirar a atenção do povo que, aparentemente o observa atento. Enquanto as pessoas ficam ligadas nas palavras, os movimentos do mágico não são percebidos e é aí que acontece o truque. As pessoas ficam encantadas com a proeza dos grandes mágicos e há até quem acredite que ocorreu o que na verdade não aconteceu. Esse é o truque. Essa é a verdadeira mágica.
O Governo Mandrake brasileiro faz exatamente isso quando mostra, por meio de propagandas, que o Brasil está vivendo seus melhores dias. Vem-nos imediatamente à memória o personagem das estórias em quadrinhos. É certo que o ilusionismo criado por este Governo que aí está, vem envolto em tecnologia avançada, com discursos e números inacreditáveis. Apresenta como verdade aquilo que não é. Ou seja, ofende e vilipendia o nosso povo.
Hoje o que o Governo faz é um leilão da nossa pátria, entregando-a ao capital estrangeiro e oprimindo o brasileiro que cada dia paga mais impostos. São políticos sem caráter, corruptos, vendidos, que se apóiam mutuamente e votam favoravelmente a todo tipo de falcatruas. Ao mesmo tempo, apresentam um país onde reina a legalidade. É realmente um número de mágica para deixar qualquer Mandrake no chinelo.
Vejamos o caso da Amazônia: o Governo diz que ela é nossa e o que vemos é seu total loteamento e seu assustador desmatamento. Enquanto o Governo e seus aliados ludibriam o povo com discussões e polêmicas - tirando-lhes a atenção para o que realmente importa-, a nossa soberania vai sendo atingida justamente na Amazônia, nossa maior riqueza.
Enquanto o povo fica batendo palmas para o show de ilusionismo, suas economias vão sendo corroídas pelos impostos escorchantes. Nem em países altamente desenvolvidos - o que não é o nosso caso- custa tão caro viver. Mesmo assim, se os impostos fossem corretamente aplicados teríamos Educação, Segurança Pública, Saúde e Transporte de primeiríssimo mundo. Mas não é o que se vê por estas bandas. Aqui o que se vê é espoliação mesmo. Aqui até cria-se leis para proteger companheiros, justamente aqueles que andam a margem delas.
Mas, pouco a pouco, o Brasil vai descobrindo os truques e, certamente, construirá um novo modelo político completamente diferente do atual, que não passa de uma ditadura populista, na qual o povo é enganado justamente por aqueles a quem ele confiou o seu voto.

Raphael Souza é jornalista da Revista A Voz do Brasileiro.