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sexta-feira, 29 de julho de 2011

SIMULACRO DE GOVERNO





Aileda de Mattos Oliveira*



Mais de oito anos, quase uma década, e o país mergulhado numa empulhação de democracia, às escâncaras! No âmbito da verbalização, o subgoverno, pretenso pós-modernizador, pratica constantemente o gramaticídio, quando as palavras, na semântica tortuosa das oratórias dos políticos e do governo, são letalmente feridas, segundo interesses reivindicatórios e bajulatórios da ocasião.

É um monólogo de araras, no qual se constata que o país só tem poderosos, mas não Poderes. Todos em defesa das mesmas teses amorais, pois sofreram, preventivamente, mimetização comportamental.

Por serem as reproduções, simulacros da realidade, não se pode considerar, portanto, “democracia”, a aberração que se impinge à nação. Não se pode considerar “Congresso”, um ajuntamento de espécimes sem qualificação para ali estarem. Não se pode considerar “Executivo” a cabeça de Governo que recua de suas decisões a todo instante, por imposição de um partido. Não se pode considerar um “Supremo Tribunal Federal” o que usa a Constituição como pretexto para oratória sofística, ignorando que há vida inteligente no meio da população ovelhum. Não se pode considerar “Imprensa Livre” quando um editorial defende não sei por que razões o STF, hoje, apenas, sigla, já perdidas as suas funções. (O Globo, 17/6/2011, p. 6)

A sofística dos medíocres representantes desta nação fez da Constituição um equipamento pendular para justificar as constantes oscilações de posição, de acordo com o lado que faça tilintar, mais sonoramente, as moedas benfazejas, transformadas em privilégios difíceis de recusarem, pelo hábito de aceitá-los.

O falacioso ex-Supremo se agarra ilicitamente à letra constitucional para torcê-la, pisoteá-la e transformar “liberdade de expressão” em apologia à cannabis e a outras tantas aberrações, combatidas pelos incansáveis defensores da nação, no espaço virtual. Não tem, contudo, este “Supremo”, a mesma desenvoltura interpretativa, dentro dos cânones verdadeiramente constitucionais, no momento de defender a integridade territorial, cedendo à intromissão de forças externas na soberania nacional. Não esqueçamos a Raposa!

Não para por ai o palavrório aparentemente desarticulado. Os pequenos senadores desta república traída não precisam mais discutir o fim do sigilo eterno dos documentos referentes à soberania nacional. De forma capciosa, foram indicando dados das tais Cartas de Fronteiras que não poderiam vir a público. Como não, se já foi citado pela imprensa o que seria sigiloso? Interpretando-se o discurso político dos simplórios senadores, chega-se a pensar que, naquele momento, ao fornecerem indícios sincopados aqui e ali, lançados ao ar, davam indicações perigosas de estarem disponíveis a uma troca de ideias. Se não desejam uma interpretação virulenta de mercenarismo, limitem-se ao necessário, eliminem a verborragia de suas retóricas equívocas, já que mal sabem usar a língua.

A vacilante Rousseff aceita o fim do sigilo perene de documentos que desenharam as fronteiras do país, mas, opostamente, segundo a Veja.com (28/6/2011), “pede à base que mantenha sigilo sobre as licitações”. Escancara os arquivos sobre a soberania do Brasil (que não lhe pertence), aponta aos amigos de lá as brechas por onde devem entrar, cedendo, com submissão, aos seus iguais. Para esconder os rombos do erário, quanto às licitações, declara sigilo, este sim, eterno.

A simulação de que estão empenhados em governar para o país e não no interesse próprio não resiste à leitura de suas frases mal-estruturadas, condenatórias do que lhes vai na alma. Chega-se, então, à dissimulação, marca cultural dos políticos brasileiros, alheios aos interesses da nação, mas atentos à “parte que lhes cabe neste latifúndio” (1).

Este é o tal governo socialista, simulacro de governo democrático, pífia obra de esquerzoides apátridas.

(*Prof.ª universitária, membro da Academia Brasileira de Defesa.

EU NÃO AGUENTO MAIS!





"Só existem dois grupos em verdadeira luta no Brasil: os que estão roubando e os que querem roubar."

Ex-deputado Tenório Cavalcanti



Waldo Luís Viana*



Durante quase dez anos, na tribuna livre da Internet, contrariando até um pouco a minha modesta natureza, procurei escrever sobre temas políticos, aproveitando-me, inclusive, de 2002 para cá, do rico manancial como paradigma crítico do que foi, tem sido e será o governo do PT.

Quem me acompanha até – e com paciência, o que muito agradeço – sabe que procurei trazer aos leitores aspectos um pouco desconcertantes da realidade que vivíamos, dado o meu temperamento telúrico de poeta, que vibra antes de tudo com o coração, dentro do espírito do homem cordial, descrito por Sérgio Buarque de Hollanda em seu já clássico “Raízes do Brasil”.

Eis que, embora tenha dado adeus às armas, tenho visto um panorama tão adverso e promíscuo, que ouso agora responder à pergunta que tanto me fazem e que adiava, como ardil, em responder: ó poeta, o que vai ser de nós?

Não há esmero em ver de nós a imagem no espelho – diria eu, entre atônito e aflito. Não há setor da Nação (danada, mesmo!) que não se aperceba do lado oculto, do sistema perverso engendrado pelo PT para governar. Fez-se do Brasil a imagem e semelhança do partidinho – e como dói!

Esqueceu-se, em primeiríssimo lugar, do que é certo ou errado. Os barbichas de língua presa instituíram, a muque, o dualismo entre o “adequado e inadequado”. O trato da coisa pública, que deveria ser “res sacra”, não passa mais pelo crivo da exação, da coragem e do comportamento probo, considerados excrecências diante dos objetivos a atingir. É o mesmo e surrado “os fins justificam os meios”, transformado em política pública como em qualquer regime dito socialista de Estado.

Onde não há Deus, forma-se uma nomenclatura, preocupada com a história tão somente, como deus imanentista e de latrina, entronizando-se um chefe de Estado que deve ser venerado pelo povo como ícone religioso. O perigo desse herói, de pés de barro, é morrer de cirrose ou de câncer...

O segundo ponto é esquecer os indivíduos, enquanto tais, para entronizar a velha visão marxista de homem social, que em nossa bagunça tropical não é “social”, mas eleitoral. Transfere-se para um grupo ou classe agregados um conjunto de migalhas e atenções, antes desavindas, para apenas retirar delas a continuidade do poder. Não há diferença daquela prática política e fisiológica do passado, em que o coronel fascista fornecia dentaduras, bicas d’água, óculos e um par de sapatos em troca de votos, porque hoje a indecência é tecnológica e feita por cartão magnético.

Desprezados os indivíduos, sobrevem o terceiro ponto, que rebrilha aos olhos como bofetada: para que a sociedade seja equiparada ao soba analfabeto, cachaceiro e ignorante, é preciso que se ponha de lado a cultura do passado. Nada de Machado de Assis, Rui Barbosa, Euclides da Cunha e Monteiro Lobato, mas a mais rastaquera substituição cultural de tudo o que nos é mais caro e custou a construir: um fácies de nacionalidade, uma singularidade que foi atraiçoada como “nunca neste país”.

O que Lula provocou em oito anos de governo não conseguiremos reconstituir em vinte, ou seja, retomar a nossa estima como Nação maior, mesmo sem prêmio Nobel (vejam só!), mas com uma proposta digna de educação, segurança e saúde de massas!

A substituição cultural de laboratório que se procedeu para que esse senhor se tornasse gênio da raça, nós todos estamos vendo, cumprindo notar – na hora do espanto – que a sua sucessora tem todos os seus defeitos, mas nenhuma de suas apoucadas qualidades...

O quarto momento, mais insidioso e visceral, é outra tentativa de laboratório de contrariar o epigrafado deste artigo: reunir a esquerda, abjeta, mentirosa e faminta que chegou ao poder, à direita oligárquica que só quer manter privilégios, os postos de erva daninha obtidos à custa da mais sofisticada exploração do Estado, que precisa estar enfeixado em suas mãos, como sublime constelação público-privada.

No Brasil, não existe mais o conflito entre os que estão roubando e os que querem roubar: finalmente, após um pouco mais de cem anos de República, os grupos afoitos se reuniram e estão se entendendo. Todas as nossas instituições, contaminadas e aparelhadas, estão enfeitiçadas pelo mesmo micróbio, pérfido e matreiro.

A corrupção hoje é política de Estado e mãe pressurosa dos Três Poderes. Nada escapa, amigo leitor, ao seu olhar atento. Ela é a devassidão onipotente e onipresente do deus materialista que se entronizou em nossa máquina pública.

Se temos a corrupção como política de Estado, então nada pode escapar a seus encantos, inclusive porque ela expulsou, lá por cima, o certo e o errado – recordam-se? Um bandido de paletó e gravata apanhado gera pane universal, porque foi um “cochilo do sistema”. É ele, o sistema que se sente ultrajado, não a Pátria, jamais a “res sacra”...

Sabemos que o país caminha para uma crise cambial e para a insolvência a passos largos. Sabemos que, depois de todo o período Vargas, de industrialização, temos agora o histórico período petista, de “desindustrialização”. O país financia-se por juros altos e obscenos, oferecidos aos rentistas externos em bandeja de prata e estiola o seu comércio exterior e obriga a indústria a padrões de prevenção, isto é, aumento pavoroso de preços, perdas homéricas de competitividade com o exterior e uma inflação embutida e preventiva, que logo ficará exposta em toda sua nudez.

Finalmente, contudo, a arvora de decisões petista teria de expandir, em si mesma, todo o seu resplendor: a mentalidade maior, do dolo federal teria de ocorrer nas demais instâncias, estadual e municipal. Além da cornucópia de impostos para sustentar toda a farra, porque o brasileiro não se importa em sangrar, as classes dominantes (as “zelites”) permitem que o quadro dantesco se repita ao nível municipal: temos as máfias de transportes, de lixo e do saneamento, compondo o regime de superfaturamento necessário às próximas eleições, construído diligentemente, no contexto maior, pelas empreiteiras e bancos.

Agora, desesperados, dirão vocês: qual é a solução? Responderia, eu, da mesma forma humilde com que brindei meus leitores na Internet por quase dez anos, nada! Tudo continuará como está, dependendo do sistema que aí se instaurou.

O comissariado fascista-marxista-comunista que nos domina comprou todo mundo e tudo permanecerá como está! É bom para os donos do poder e seus vassalos e vassalinhos.

No entanto, creiam, tais mecanismos, com a velocidade da História criam pelo caminho uma entropia e os tecidos vão paulatinamente se necrosando. Por isso, estou tranquilo. Trancado em casa, espero a morte desse “regime” que tem dentro dele – está claríssimo – todos os germens históricos da própria destruição!

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*Waldo Luís Viana é escritor, economista e gosta de fazer versos.

Teresópolis, 28 de julho de 2011.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Comentário nº 101– 10 de julho de 2011



Assuntos: Aconteceu no País; Ministérios e governabilidade: Juros da Dívida e Ninguém quer a Marina
Aconteceu no País
Foi tolhido o direito de defender sua casa por extrema burocracia, enquanto o bandido facilmente consegue armas com alto poder de fogo.
Retirar as armas das pessoas de bem foi fácil. Elas cumprem a Lei. Já desarmar os bandidos parece impossível. É mais seguro agir como bandido e manter a arma em casa.  Melhor ser julgado por sete do que carregado por seis
Uma massa de ar polar está fazendo com que as temperaturas na região Sul do país despenquem, especialmente no Rio Grande do Sul. O frio toma conta de várias regiões sem intervalo de aquecimento como poucas vezes se viu. Dá para acreditar no aquecimento global?
Em Roraima, a Eletronorte não consegue  realizar manutenção da rede elétrica que leva energia da Venezuela até Boa Vista e outros municípios.A reserva indígena São Marcos  impede. A Associação dos Povos Indígenas da Terra Indígena São Marcos  exige dinheiro para permitir a manutenção. A Associação estaria também exigindo repasse de R$ 8 milhões para permitir a instalação de uma rede de fibra ótica para internet banda larga que também atravessará a reserva.
O interessante é que a região de São Marcos foi a primeira colonizada em Roraima, e até a homologação da reserva abastecia Manaus de carne. As fazendas mais antigas eram bi-centenárias. Com a criação da reserva, os índios a abandonaram depois de matar o gado e em massa emigraram para Boa Vista. Agora, certamente orientados pelas ONGs, , novamente se reuniram para extorquir mais algum dinheiro 
A construção de uma  hidrelétrica no Rio Cotingo acabaria com a dependência da energia venezuelana e evitaria tal situação, mas por uma década  o Conselho Indígena de Roraima tem impedido a construção.

Ministérios e governabilidade
        Sabemos que neste regime hibrido de presidencialismo parlamentarista a presidente não pode bater de frente com o Congresso. Lula, para governar,  “comprava” os partidos distribuindo ministérios (e parlamentares com o mensalão). Dilma, mais nacionalista, parece-nos querer agir tecnicamente, mas até que ponto conseguirá fazê-lo sem bater de frente e não conseguir governar? A queda do min. Nascimento foi aplaudida pela nação, mas pode afastar o apoio de 40 deputados. Para manter o apoio do PR, deixará o ministério dos Transportes com o partido? Bem, o Maggi poderia ser uma esperança; é um empresário bem sucedido e já teve atitudes desenvolvimentista s, mas com a recusa, se a Presidente Dilma quiser que funcione terá que chamar um oficial da Engenharia do Exército pelo menos para fiscalizar.
Até quando, em nome da governabilidade, ainda teremos que agüentar o atual min. Da Educação, com seu Kit Gay e livro que ensina a falar errado?
Outros ministérios merecem ainda uma atenção especial. Loteados pelos partidos, dificilmente poderiam ter a eficiência de organizações dirigidas por técnicos, mas  destacamos alguns que, mesmo que fossem bem administrados, não teriam razão de existir: o da Cultura, com seu pagamento para uma amiga recitar uma poesia por dia; o dos Esportes, que não acerta o orçamento nem realiza as obras; o do Turismo, que nada faz e o da Pesca, que nem sabe ao que veio

Economia e Juros
Todos sabem que nossos juros da dívida são os mais altos do mundo. Tão altos que os especuladores pedem empréstimos lá fora a juros mínimos e trazem o dinheiro para emprestar ao nosso governo. E o Banco Central diz que os juros altos são para retirar o dinheiro de circulação.
 O que nos faz manter estes juros num nível que nos sangrem como veias abertas? O receio que o dinheiro seja retirado? – Permanecendo no País teriam que ser encaminhados para atividades produtivas. Receio que saia do País? – Saindo, resolve o problema da excessiva valorização do Real, que está acabando com a nossa indústria.
Consta que os juros perfazem 44% do orçamento; equivalendo a construção de 20 Milhões de casas populares ou a aumentar o Bolsa Família de R$ 90 para R$ 4.800 por mês. Nada pode justificar isto, a não ser que altos escalões estejam tirando lucro pessoal com essa situação.
Brasil, desperta!

Nem o PV quer Marina por perto
Tal como Jânio em 61, Marina Silva esperava que o Partido Verde lhe entregasse todo o poder de prejudicar ainda mais o progresso.  Marina — que saiu da eleição passada com quase 20 milhões de votos, pensou que isto bastaria para fazer o que quisesse.
Enganou-se. O Brasil não deseja a sua agenda. Nem mesmo o PV. Quanto aos votos, ela recebeu só meia dúzia de votos dos ecoxiitas. Os outros, milhões deles foram de protesto, dos que não desejavam nem o Serra nem a Dilma (muitos já mudaram de opinião) e mais uns quantos que acreditavam na honestidade dela, já desmascarada pelo dep. Aldo Rebelo
Só quem quer a Marina são as ONGs, controladas pelos governos dos EUA e do Reino Unido. No exterior, certamente receberá as maiores homenagens, mas no País, quanto mais conhecida sua atuação, mais ela será repudiada. A começar por sua terra, o Estado do Acre. Lá ela já perdeu a última eleição.
O governo Lula teve seus méritos e seus erros. O maior destes últimos foi nomear (por imposição estrangeira?) a Marina como ministra do Meio Ambiente e dar-lhe força para paralisar o País. Ela impediu a construção de estradas, de hidrelétricas, prejudicou a agricultura, criou imensos parques onde brasileiros não podem entrar, promoveu o MST e facilitou a divisão do País em reservas indígenas, e muito mais. Em toda era Lula, o Brasil só avançou quando Marina perdeu a queda de braço para o PAC.
Com o passar do tempo, Marina e os ecoxiitas que a acompanham serão reduzidos a sua real pequenez; assim como aconteceu com o Gorbachov na Rússia: adorado no exterior. Desprezado na Pátria

Que Deus guarde a todos vocês
Gelio Fregapani

O relatório de inteligência no. 251/82260, de 9 de maio de 2011, da Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN, identifica, uma por uma, as organizações estrangeiras que boicotam a construção da Usina de Belo Monte.UBLICARAM NA ÍNTEGRA  !!
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/07/04/abin-identifica-as-ongs-estrangeiras-que-boicotam-belo-monte/