Você é o visitante

segunda-feira, 23 de maio de 2011

BRASIL – Uma Nação Acovardada

Por Edvaldo Tavares*

É presenciado o pipocar de denúncias diárias que não chocam mais o senso de moralidade do povo brasileiro.



Espanto causa um dia sem denúncia às mentes já, há anos, entorpecidas de um povo totalmente ignorante (aproximadamente 90% de eleitores, demonstrados em três ocasiões), servil, comprovadamente apático, sem entender os acontecimentos que ocorrem a sua volta.

Por aceitação, dispensada a justificativa de pura comodidade, corrupção, roubo, mentira e traição, os atos denunciados fazem parte do conformismo da parcela maior do subjugado povo brasileiro. Ouvem-se, ao longe, algumas vozes de minguados inconformados em tímida e patológica ecolalia.

Como é bom ler o registro histórico sobre a importância que representou a hegada da Corte Portuguesa ao Brasil – informativo online O & N (http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/a-chegada-da-corte-portuguesa-ao-brasil/) – do Coronel do glorioso Exército Brasileiro, Historiador Militar, Coronel de Infantaria Manoel Soriano Neto. A imaginação cria asas, escapole, origina devaneios que resultam em fantasias e finaliza em sonhos: “Que maravilhoso seria se tivéssemos governantes com o mesmo tino progressista e visão estadista de Dom João VI que amava o Brasil”. Infelizmente, perdido nas páginas da história do século XIX, este exemplo de Dom João VI, é ignorado pela maior parcela do povo brasileiro e representantes políticos atuais, desvinculados com o destino do país. Mais a frente, inseridos no tempo futuro, os fatos, a História do Brasil não perdoará, revelarão, e gerações futuras decepcionadas olharão para o mapa do Brasil e tomarão conhecimento nas páginas da História: “O quanto foram covardes os seus antepassados”. Saberão que lhes entregaram um Brasil menor, sem a Amazônia. Este é o sentimento que as gerações atuais têm ao olhar para o Estado de Roraima e sentem a falta de um pedaço, Pirara. Estamos em pleno século XXI a repetir a mesma atitude acovardada e incompetente das gerações do século XIX e início do XX.

Tem-se presente que a covardia passou a assumir a ordem do dia. Somos assaltados em todos os sentidos. O governo acintosamente nos rouba com as suas injustas tributações e, além de embolsar grande parte do dinheiro que nos é arrancado, distribui o restante em inúteis empreendimentos demagógicos encobertos sob a capa da moralidade intitulada como social.

O povo brasileiro, tão anestesiado, ou melhor, em coma, nos raros momentos, quando acordado, parece um zumbi que alimenta um canibalesco, caríssimo e corrupto executivo, sem que sejam esquecidos o igualmente voraz legislativo e o inútil judiciário, todos focados nos próprios interesses.

Ao judiciário, totalmente perdido, igualmente arrebatador do conteúdo dos bolsos do contribuinte, não sabe o que fazer e quando faz alguma coisa, a execução é de forma ineficiente e desacreditada. Daí, a violência grassa em todas as direções, originária da incompetência e desmandos dos diversos escalões dos Três Poderes que a República nos impingiu. O povo tonto e desorientado é a única vítima.

Até quando os homens de coragem e decisão assistirão inertes, o Brasil se acabar? Será que ao longo das sucessivas gerações as transmissões genéticas vindas dos heróis – derramaram sangue para nos legar este imenso território para o projetarmos no mundo como uma grande nação denominada Brasil – sofreram mutações degenerativas que originaram um povo frouxo? Será que foi injetado na barriga de nossas mães material deteriorado e hoje somos uma nação de covardes?

Com a palavra o povo brasileiro!
 
*Edvaldo Tavares – Médico, Diretor Executivo do Sistema Raiz da Vida. Membro da Associação Médica de Brasília, DF (AMBr) e da Associação Médica Brasileira de Medicina de Tráfego, São Paulo (ABRAMET). Projeto Rondon I (1969) – acadêmico de medicina em Iauaretê/AM (Cabeça do Cachorro). Projeto Rondon II (1970) – acadêmico de medicina em Parintins/AM. Projeto Rondon III (1971) – Chefe de Equipe em Dourados/MS. Foi membro da equipe precursora da instalação do Campus Avançado da UEG (Universidade do Estado da Guanabara em 1970) em Parintins/AM. Foi 1º Ten e Cap Médico do glorioso Exército Brasileiro na Colônia Militar do Oiapoque, Clevelândia do Norte/AP e Maj Médico Diretor do Hospital de Guarnição de Tabatinga, Tabatinga/AM.    

Nenhum comentário: